Luz, desejo da alma

 

Eis que foi subindo como renovo de uma terra seca.
Para aqueles que habitavam em trevas, resplandeceu a maravilhosa luz.
Ele é a Luz que ilumina todo homem que vem ao mundo...

Escuridão! Escuridão profunda na qual o mundo estava imerso.
Escuridão, não da ausência de luz natural ou do brilho das estrelas do universo,
Nem da falta de azeite nos archotes das ruas de algum povoado disperso
Mas, sim, trevas densas e incomparáveis, pois o homem, há muito, abandonou o caminho que conduz à luz.

Luz da esperança. Luz da vereda que a Deus conduz.

Tateando como cegos, tropeçam na incredulidade e avareza,
Na barganha de um Deus vivo e real pelo mundo e sua efêmera beleza.

A humanidade, nos seus dias de existência, jamais poderá calcular a intensidade das trevas espirituais até que a luz brilhe. Trevas que, aqui, fazem do ser humano um perfeito escravo, e, no além, um cativo de perdição eterna.

Ilusão que atrai os mais jovens, fragmenta as famílias e faz com que lágrimas de dor e espanto corram por sobre a face terna e sofrida do ser que Deus criou: O homem. Essa mesma agonia se desenvolve no coração e alma daquela que, de uma costela, a mão divina formou: A mulher.

Escuridão espiritual é o resultado do pecado.

Escuridão eterna que se difunde em sua plenitude na vida daqueles que se empenham em se afastar de Deus.

Um clamor do mais baixo abismo soa pela imensidão do cosmo ordenado: - Socorro!. Onde há luz para minha alma... Onde? É o grito de angústia do homem.
- Socorro!
Onde há socorro para os que habitam nas profundezas das trevas, afogados pela névoa amarga da densa escuridão?

Pare! Olhe! Contemple com os olhos do seu entendimento.

É a madrugada que já se apressa a dar boas vindas à aurora. Os primeiros raios de sol atingindo a pequena aldeia de Belém da Judéia. Sim! A manhã linda e límpida desponta e sobre asas angelicais há boas notícias.
...
Nasceu uma criança.
- Uma criança? Isso é comum, natural.
- Sim! Mas este recém-nascido é diferente. Ele foi gerado pelo Espírito Santo. Seu nome é Jesus.
...
Volte seu olhar agora para as ruas de Jerusalém.
No calor do dia algo incomum sucedia.
Grande multidão pelas ruas gritando.
Coração materno que gemia.

Em meio àquele alvoroço surge alguém com um pesado madeiro sobre os ombros. O coração dilacerado pelas palavras de incompreensão e zombaria. O semblante em gotas vivas de sangue.

Tropeçando nas pedras pelo caminho, recebia a ingratidão e a indiferença do povo habituado a viver nas trevas.
- É Jesus, uns gritavam; sim, é Jesus! Diziam outros.

Ele veio. Jesus veio.

As estreitas ruas de Jerusalém,
Onde seus pés tocaram carregando a cruz,
No último dia testificarão que por ali passou Jesus.
...
O Calvário é a cena marcante.
Era como apanhar uma flor e quanto mais a ferir, mais perfume emana, mais flui o olor.
Naquele momento cada chaga aberta no corpo do querido Mestre era como se fosse, pouco a pouco, rasgando as trevas e despontando um novo cenário de luz: o céu...

No terceiro dia de seu sepultamento a luz brotou com imensa intensidade. Houve o rompimento do selo no sepulcro: Jesus ressuscitou. Luz de esperança para toda a humanidade.
Nem o sopro de legiões de demônios, nem os ventos do inferno conseguiram abafar e afogar essa chama.

Ela vinha subindo das profundezas. O seu brilho cegou as próprias trevas. Findou o gemido da alma, pois Jesus resgata o homem da escuridão e transporta para a sua maravilhosa Luz.
O Calvário e a ressurreição garantem; possuem o selo de Jesus.

 

Amauri Galvão

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