Eliseu, o profeta

 

Século XI antes de Cristo
No cenário, um homem apareceu,
Chamavam-no Filho de Safate,
Seu nome era Eliseu.

Nada se registrou de sua idade,
Ou também onde nasceu,
Porém, a bíblia o identificou, e,
Assim o descreveu.

Jovem trabalhador esse moço,
Lavrando a terra com doze juntas de bois,
Ao chamado de Deus, respondeu,
Elias, não mais só; doravante eram dois.

No contato com a capa de Elias,
O convite aceitou,
Num gesto de inteira submissão,
Despedindo-se, os queridos abraçou.

Em toda jornada,
Aprendeu a realmente crer,
Junto com o profeta de Deus,
Andando em santo viver.

O Espírito que estava em Elias,
Revelou o grande acontecimento,
Eliseu sempre vigilante,
Para não perder o arrebatamento.

O momento era chegado,
Instou Elias com Eliseu,
-Fica aqui, eu vou além,
E Eliseu- Onde você for, vou também.

Então, pede-me o que queres,
Antes que seja tomado de ti,
Peço que haja o dobro do teu espírito
Derramado sobre mim.

Repentinamente, quando andando conversavam,
Um carro e cavalos de fogo os separaram,
Elias foi tomado ao céu num redemoinho,
Absorto, Elias exclamou:

Meu pai, meu pai, carros e cavaleiros de fogo...
E nunca mais o viu,
Só restou a capa de Elias,
Pela qual, tanto Eliseu insistiu.
Com o poder de Deus nas mãos,
E o Espírito na vida,
Eliseu preparava-se
Para enfrentar a lida.

As águas do Jordão dividiu,
Em Jericó, a água saudável tornou,
Aumentou o azeite da viúva,
O filho da sunamita ressuscitou.

Multiplicou os pães,
Purificou o cozinhado,
Curou um homem da sua lepra,
Fez flutuar um machado.

Pouco cabelo tinha Eliseu,
Do homem de Deus muitos zombaram,
O juízo sob forma de duas ursas não tardou,
Quarenta e dois zombadores elas despedaçaram.

Feriu de cegueira um imenso batalhão,
Suas profecias provindas do céu,
Nos dias que viveu,
A Glória Divina resplandeceu,
Eliseu em tudo foi fiel.

Mas, um dia, seu corpo inerte,
No sepulcro foi colocado,
Os profetas chorando, despediram-se,
De Eliseu: homem mui amado.

No mesmo sepulcro aconteceu,
Às pressas, alguém foi sepultado.

Caindo nele o morto,
Tocando nos ossos de Eliseu,
O poder de Deus foi emanado,
E o falecido reviveu.

Vida vitoriosa e morte vencida, só em Deus.

 

Amauri Galvão

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