Tempo, aprendizagem, renovação

Tempo é o que menos temos na presente época devido à velocidade com que avança a tecnologia; e essa dinâminca, queira ou não, exerce pressão sobre o nosso dia-a-dia; em outras palavras, não está no controle de quem quer que seja. Mesmo que se tente aprender administrar da melhor maneira cursando algumas horas de “como priorizar as prioridades”, não é possível dar conta do volume de coisas que parecem clamar por importância, urgência, primordial. Surge então a necessidade de que, na medida do que pode ser feito, nos adaptemos a essa velocidade não sendo engolidos por ela, mas, naquilo que atuamos, administrá-la, ou então, com diz o velho ditado: “nós estamos fora”.

Os que pertencem à chamada classe da meia-idade, aquela que vai dos 35 aos 58 anos, vivenciam um momento extraordinário de transição, pois, pouco a pouco deixam para trás a época das anotações com canetas esferográficas em cadernos de muitas folhas, para começar tudo novamente em outra plataforma de anotações: o microcomputador. Todavia, claro está que as respectivas Bics cristais e seus companheiros, como os conhecidos cabides e grampos de pendurar roupas jamais perderão sua finalidade. Toda essa movimentação pode ser chamada de “uma pequena crise pessoal de transição quanto ao conhecimento tecnológico”.

Devido a isso, necessário é que se aprenda tudo outra vez, até mesmo uma nova maneira de conceituar as coisas e com isso, de também falar de coisas que até o momento não se tinha conhecimento. Portanto, uma nova linguagem está no ar, a da tecnologia da informação. No primeiro momento pode soar como uma língua estranha, mas não é. Não é necessário susto nem pânico. É preciso pouco a pouco, degrau por degrau, como diz a Bíblia “de glória em glória”, assimilar o glossário dessa linguagem "informatiquez", pois, quer queira quer não, já faz parte de nossa vida e nunca mais nos deixará.

Levando em conta o exposto acima, comece agora, se já não o fez, sem perda de tempo, sua aprendizagem de como operar um computador, fazendo um curso básico de informática, depois avance paulatinamente, com calma e em paz, pois dias virão - isso até soa como profético mas não é, basta somente prestar um pouco de atenção a quantos anda o evoluir da tecnologia - quando, no púlpito, o palestrante não mais abrirá um exemplar do livro chamado Bíblia para ler uma passagem escriturística, e sim, portando um notebook inicializará o programa principal, abrirá um software, outro software e outro até que dirá: “Meus irmãos, vamos ler a passagem da Bíblia que se encontra no livro tal, capítulo tal, versículo tal". Então, após a leitura através do software chamado Bíblia on-line ou outro nome adequado, iniciará a ministração - isso já está acontecendo.

Os que talvez ainda não se conectaram ao momento arriscarão uma pergunta a quem estiver ao lado: “onde está a Bíblia desse que se intitula pregador?”. O interpelado responderá: “ele está usando uma das muitas traduções e versões que estão em seu notebook sobre o púlpito".

Dia desses, em pleno andamento da reunião de determinada igreja, usei o celular para acompanhar a leitura de uma passagem bíblica. Quem estava ao lado ficou um tanto quanto incomodado, e, penso eu, talvez corresse a seguinte indagação em seus pensamentos: “que é isso, no meio de um culto mexer com aparelho de telefone celular; que descabido!”.

Justifica-se a preocupação, pois, em reuniões de celebração e afins o celular jamais deve ser usado para comunicação externa. É uma ação incoerente. Mas, para manipulação de arquivos úteis relacionados ao momento, repito, arquivos úteis relacionados ao momento, é viável.

O celular, em suas versões mais recentes, além de telefone pode ser verdadeiro depositário de arquivos úteis. Ali se consegue ter livros, Bíblias, bons filmes evangélicos, esboços, arquivos em slides powerpoint para exibição em palestras, mensagens e músicas evangélicas preferencialmente e também gravar sua voz quando de repente o Espírito Santo lhe revela algo. Muitas outras coisas que facilitam o dia-a-dia podem ser feitas com o celular, embora não urgentes mas úteis quando necessárias.

Quanto à tecnologia, relacionamos abaixo alguns microperfis de pessoas e seus comportamentos:

1- Existe a pessoa do tipo nostálgica, aquela que sempre fala que no seu tempo é que era bom, e lá no seu tempo fica. O tempo passa, as coisas mudam, o conhecimento evolui, mas nosso companheiro insiste nos seus métodos anos que se foram.

2- Também contamos com a do tipo resistente, inflexível, durona, lembrando mais o filme do poderoso chefão. Ela tudo observa e diz: “tão deturpando geral, aqui não entra mudança. Deus não muda, vou imitá-Lo”.

3- E a tal “necessito, mas não quero!”. Esta tem sempre alguém por perto para desenvolver o que é preciso e até paga razoavelmente bem pelo serviço prestado.

4- No entanto, a do tipo desligada, off-line, é a que trava tudo. Não faz e não deixa as outras pessoas fazerem. É uma luta para implantar tecnologia e atualizar conhecimentos. A comunidade sofre, os secretários sofrem, o tesoureiro erra na contagem de tão irritado que fica, e a coisa sai atrasada ou não fica a contento.

5- Enfim, aquela com perfil "estou preparado para toda boa obra e não tenho do que me envergonhar", conforme bem expressa o Apóstolo Paulo, explora todo vasto campo da tecnologia, tanto da imagem, som, imprensa e mídia, para melhor e bem mais eficientemente desenvolver suas atividades e comunicar a mensagem das Boas Novas, Notícias Alegres, o Evangelho da glória de nosso Senhor Jesus Cristo. Quando uma novidade aparece esta pessoa não tende a nomear o diabo como seu inventor. Verifica as possibilidades, os prós e contras, a coerência e a conveniência, porque ela bem sabe que depois não adianta “chorar sobre o leite derramado”.

Referências: Filipenses 03:13 - Eclesiastes 03 - Romanos 12:02 - I Ts 05:21 - II Tm 02:15

Amauri Galvão - www.palavraquefunciona.com

 

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