E agora, que rumo seguir

“E Moisés continuou dizendo: Então partimos de Horebe e caminhamos por todo aquele grande e terrível deserto que vistes, pelos caminhos das montanhas dos amorreus, como o Senhor nosso Deus ordenara; e então, chegamos a Cades-Barnéia”. Deuteronômio 01;19.

A passagem que lemos descreve Moisés e o povo de Israel no lugar chamado de Cades-Barnéia, lugar este fronteira com Canaã; a terra prometida conhecida atualmente como Palestina. Cades Barnéia, para nós, é um nome que soa estranho, no entanto, tal nome era bem comum para o povo da época.

Moisés assenta-se, relembra ao povo os acontecimentos dos últimos 40 anos, e, ao mesmo tempo incentiva para que partam rumo à conquista da terra que Deus prometeu por herança. O brado de Moisés era: “Em frente, avancem, não há tempo para indecisão. É agora ou nunca”!

Hoje, como tem todas as épocas, vacilação é um problema sério para muita gente. É a respeito dessas pessoas que o apóstolo Tiago assim escreve no capítulo 01, verso 06 de sua carta: “Aquele que duvida é semelhante, é parecido como as ondas do mar, levadas e agitadas pelo vento”. Uma pessoa insegura está constantemente neutra, pensando para que lado se vai inclinar. É um fato, e não há como negar, que a maioria de nós tem certas áreas da vida nas quais acha dificuldade para tomar decisões claras.

Muitas vezes, a dificuldade para ser decidido, para se escolher o caminho, tem sua origem na infância. Alguns pais insistem na tomada de todas as decisões no lugar de seus filhos. Isso está correto enquanto as crianças estão ainda bem pequenas, porém, já cedo, é mister que aprender a tomar decisões simples. Com o passar dos anos elas devem ser instruídas a decidir, a fazer escolhas sábias e a serem gradativamente independentes. Isso faz parte do crescimento e desenvolvimento do caráter.

Tem-se dito que Cades-Barnéia foi o lugar mais importante do período descrito pelo livro de Deuteronômio. Por derivação, o nome Cades-Barnéia significa “Lugar Santo, ou consagrado”; por localização geográfica, pode ser chamado de encruzilhada, ou seja, lugar onde se cruzam os caminhos do Antigo Testamento.

Da primeira vez, o povo de Israel ficou na área de Cades-Barnéia por nada menos que trinta e sete anos. Durante todo esse tempo não avançaram um passo sequer para mais perto da conquista da terra prometida.

Foi de Cades-Barnéia que 12 espias, agentes secretos de Moisés, entraram em Canaã para observá-la, antes de sua ocupação pelo povo israelita. Dez dos doze espiões voltaram dizendo que era impossível ir avante, ir em frente por causa dos impedimentos insuperáveis. Dois apenas, Josué e Calebe, dois dentre os doze formaram a minoria da promessa e declararam que, embora existissem gigantes na terra a se conquistada, Deus também estava lá para garantir o resultado favorável.

No entanto, a decisão da maioria prevaleceu. Abandonaram a conquista, recuaram, e a nação de aproximadamente um milhão e quatrocentas mil pessoas deixou Cades-Barnéia para morrer no deserto.

Nota-se que isto ensina uma grande lição; e a lição é esta: as decisões que tomamos determinam nosso destino. Observe que as grandes portas giram suspensas em pequenas dobradiças. Você pode estar neste momento numa Cades-Barnéia moderna, contemporânea, justamente no lugar onde seus diversos caminhos se cruzam. A sua decisão influenciará de alguma maneira sua vida ou determinará seu destino. O deserto ou a terra prometida está a sua frente.

Não perca tempo na encruzilhada da vida. Sendo a vida o resultado da soma total de nossas decisões, a vitória só vem quando a mente indecisa encontra definição se firma, se direciona.

Devido à rapidez com que a nossa vida passa pela terra, não podemos nos dar ao luxo de perder tempo com indecisão quanto à questão de escolha de um companheiro ou companheira para a vida toda, na escolha de uma profissão ou, especialmente, na escolha de um Salvador que pode nos livrar por toda a eternidade.

A vida, o trabalho, a família de uma pessoa ou o bem-estar de uma nação podem estar em jogo. A eternidade está em jogo. Outras pessoas serão influenciadas por nossa decisão na encruzilhada da vida.

Quanto a Cades-Barnéia, daquelas um milhão de quatrocentas mil pessoas somente duas delas tiveram permissão para entrar na terra que Deus prometeu: Josué e Calebe, as demais se perderam e definharam no escaldante mar de areia do deserto.

Ninguém vive para si mesmo. As decisões só devem ser tomadas depois que Deus for levado em consideração. Somente com Deus há seriedade e definição. Duas das maiores palavras da Bíblia encontram-se na carta do Apóstolo Paulo aos Efésios, no início do verso 04, do capítulo 02, onde está assim escrito: “ Mas, Deus...”, e o versículo continua suas considerações. Deus faz toda a diferença.

Não avance, não prossiga, a menos que Ele esteja com você. Não é sábio demorar-se num cruzamento. Deve-se tomar uma decisão. As convicções enfraquecem, os desejos se perdem e as forças de oposição aumentam enquanto demoramos. Hoje, agora, é o tempo aceitável. Não poucos têm demorado e acabam descobrindo que perderam.

Muitas coisas tentarão nos convencer de que ainda há muito tempo e que o amanhã é o momento oportuno. E se sua alma fosse tomada enquanto você está na demora? Não esqueça que “... Deus prova o seu amor para conosco pelo fato de Cristo ter morrido por nós”, em nosso lugar – Romanos 05:08. Lembre-se que, ser quase levado a crer, e quase tomar uma decisão, é ser quase livre, salvo. E, ser quase salvo é estar completamente perdido. Decida-se agora por Jesus Cristo.

Amauri Galvão www.palavraquefunciona.com

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