Dito e feito

Deus, como Ser Supremo que é, nunca deixou de falar; jamais se calou, pelo contrário, alçou a sua voz e se fez ouvir. Em se tratando de comunicação, Deus é o maior e o melhor, como o é em todas as coisas. Mas, alguém poderia perguntar: “E o que Deus tem para falar? Qual é o seu assunto predileto? Que argumentos Ele usa? De que Deus quer me convencer? Preciso eu ouvi-lo? Interessa-me o que Ele tem a expor? E quando Deus falar, entenderei sua linguagem? Como saberei que é Deus quem está falando? Meditemos por um momento no seguinte versículo:

"Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias a nós nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, e por quem fez o mundo". (Hebreus: 1:1-2).

Temos à nossa frente dois versículos que nos dizem tudo com respeito à comunicação divina. Diante de nós se abrem as escrituras e a voz do Criador de todas as coisas se faz ouvir.

A Bíblia afirma que “... Deus falou antigamente aos pais...”, isto é, aos judeus, e falou muitas vezes, repetidas vezes, continuadamente; e de muitas maneiras. Isto quer dizer que Deus usou maneiras diversas para manter a sua comunicação com o homem. Deus adaptou o seu falar às circunstâncias e acontecimentos, e, através deles, falou. Temos muitas maneiras e usamos diversas vias para nós nos expressarmos.Falamos constantemente e de maneiras diferentes, ou seja: verbalmente; através de gestos, cartas, e-mail, telefone ou mesmo um presente, e, como sabemos, o presente fala muito alto. Outras vezes, usamos ilustrações para sermos compreendidos.

O que tem de ficar bem claro é o seguinte: estando eu comunicando algo a alguém, a minha maneira de falar tem de se adaptar ao modo de ouvir do ouvinte, ou seja, vou usar de uma linguagem e de mecanismos que aquele que está me ouvindo, entenda-me plenamente, ou minha comunicação ficará comprometida e não chegarei a lugar nenhum. E, para me fazer entender, uso dos meios disponíveis, dos recursos que estão ao meu alcance, ou seja, das muitas maneiras, com um único objetivo: É QUE, QUEM ESTÁ OUVINDO ENTENDA O QUE EU QUERO FALAR. No entanto, para entender o que falo, faz-se necessário dispor o ato da vontade (a pessoa tem de querer ouvir) e fixar a atenção ao assunto exposto, estar pronto para aprender, obtendo assim resposta às questões confusas que afligem determinada área de sua vida.

Duas coisas impedem as pessoas de ouvir: a indiferença (aquele que não se importa, desinteressado) e o radicalismo (comportamento inflexível: “... sou assim, e não admito mudanças...”). Deus falou antigamente, diversas vezes, diz a Bíblia, e, em todas elas, usando maneiras diferentes. Seus porta-vozes, aqueles que levam a voz, a mensagem clara e inteligível ao povo, são os tradutores e expositores da voz de Deus ao nível do povo para que esse mesmo povo possa entende o enunciado divino. Essa voz poderosa cuja Palavra trouxe à existência os céus e a terra, não se entende com ouvidos naturais. Caso a audição natural tente entender e decifrar, acontecerá o que está descrito em Êxodo 20: 18-19: “Todo o povo presenciou os trovões e os relâmpagos, e o som forte da trombeta, e o monte fumegante: e o povo, observando, se estremeceu e ficou de longe. Disseram a Moisés: Fala-nos tu, e te ouviremos; porém não fale Deus conosco, para que não morramos...” Deus falava com Moisés, mas o povo só ouvia trovões e buzina. Moisés ouvia a voz, entendia perfeitamente, pois era homem espiritual, que tratava com as coisas do espírito; o povo ouvia somente o barulho.

Antigamente, diz a Bíblia, Deus falou pelos profetas; agora, nestes últimos dias, Deus falou através de seu próprio Filho Jesus. Deus falou, expressou-se, comunicou, esclareceu, declarou, manifestou seu pensamento através de seu Filho. Deus falou, essa é a verdade. Sim, Deus já disse tudo o que tinha a dizer usando de todos os meios. Ultimamente, nestes últimos dias, Deus esgotou o seu vocabulário (apenas uma expressão figurada) para fazer com que você entenda quem Ele é e porque Ele o ama. Deus nos falou pelo Filho quando “... o Verbo, a Palavra se fez carne e habitou (residiu, morou) entre nós, e vimos a sua Glória...” diz o apóstolo João em seu evangelho capítulo 1, verso 14.

Deus falou pela estrela da natividade aos reis magos; falou pelos anjos aos pastores de Belém. Deus falou às margens do rio Jordão “... Este é o meu Filho amado...”. Cada milagre efetuado era uma Palavra pronunciada do seu eterno Léxico. Deus falou no Jardim do Getsêmane, na noite da agonia silenciosa e solitária. Deus alçou a sua voz quando seu único Filho abraçou a cruz e cada ferimento que cobria seu corpo era o início de mais um parágrafo de tudo o que Deus estava falando. Deus não deixou de falar no monte Calvário: pregos, martelos, coroa de espinhos, a vergonha da nudez na cruz, fome, sede, sangue e água, e a voz: “... Pai perdoa-lhes...”. Tudo isto foi para que aqueles que não entendem por palavras, ou fazem que não entendem, venham a entender e comprovar o grande amor de Deus através desse fato que está registrado na história da humanidade, no tempo e no espaço, assim registrado pelo Apóstolo Paulo na sua carta aos Romanos 5: 8 “... mas DEUS PROVA (demonstra a autenticidade do seu amor) o seu próprio amor para conosco, PELO FATO de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores...”

Deus não fica só na conversa; O nosso Deus não é teórico, Ele fala que nos ama e dá prova do Seu amor; esta é a prova de que Ele nos ama: Seu Filho Jesus Cristo morreu por nós. O assunto divino é o seu amor por nós. Seu argumento é muito forte e sua prova é incontestável: CRISTO MORREU POR NÓS.

Deus falou e provou. O homem tem dentro de si o germe da rebeldia, da dúvida, da incredulidade, e isto é o resultado de uma natureza que faz parte de seu ser; uma tendência maligna que nele veio residir quando pela primeira vez chamou a Deus de “mentiroso” no Jardim do Éden. Deus disse para Adão: “... Você tem toda a liberdade, porém, não prove do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal; é prejudicial a você, levará você à morte...”. (parafraseado). O que fez Adão? Não levou em conta o que Deus falou. Pensou consigo que Deus estava escondendo o melhor para si próprio e restringindo o homem de algum melhor privilégio. E o resultado aí está: o homem de hoje convive com uma carga pesada de culpa; complexos, doenças, dores, fragilizado, rebelde, mergulhado em vícios, bebida alcoólica derretendo seus órgãos, cigarro consumindo seus pulmões, drogas provocando tragédias impensáveis; mergulhado em orgias, destruindo seu lar, esposas e filhos para viver uma vida de aventuras fictícias, permeando um caminho de destruição sem par; violência, prostituição, furto, desejos animalescos e satânicos. Não conseguindo livrar-se do curso em que se meteu, continua a acreditar em tudo, menos em Deus, obedece a tudo, menos a Deus. Ouve todos os conselhos, esquecendo a voz de Deus, considerando que Deus é um “conceito” ultrapassado, arcaico e relativo. Torna-se mister, é preciso que haja uma reação, um voltar-se, um tornar-se a si mesmo, reconhecendo que sua origem está em Deus; que seu ser é espiritual; que seu lar é o céu; que seu estado é eterno. Pois, se não houver mudança, a escuridão da eternidade o espera, mesmo que pense que tudo o que aqui foi escrito é conceitual ou relativo. CRISTOU MORREU POR NÓS, ESTA É A PROVA MAIOR DO AMOR DE DEUS, este é o maior discurso que Deus já fez.

Há um convite sublime na Bíblia no livro de Apocalipse 22:17 “... VENHA... quem quiser receba de graça...”

Não continue se distanciando, não prossiga indo, mas VENHA..., aproxime-se..., é de graça, É PARA VOCÊ.

Amauri Galvão www.palavraquefunciona.com

 

Amauri Galvão

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